sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A TODOS AQUELES QUE EMPURRAM O MUNDO

"O futuro pertence aos enérgicos que esperam e agem com firmeza, mas não aos tímidos, aos indecisos, aos irresolutos." 
(Pio XXII)

Mudanças climáticas
Terramotos
Homens-bomba
Terrorismo
Um equipamento nuclear no coração da cidade

Não é de admirar que sejamos pessimistas...
Não é de admirar que as pessoas pensem que o mundo está a ficar pior...

Mas talvez não seja assim, talvez não seja esse o caso.
O futuro é nosso e seremos nós a criá-lo.
Talvez estejamos esquecidos que o mundo actual começou

A vida é uma viagem ao desconhecido

Fazer o que nunca foi feito antes é intelectualmente sedutor, seja isso considerado prático ou não...
as grandes coisas têm meios para se esconderem de nós.
O que vêmos é uma infinidade de novas possibilidades tornarem-se disponíveis...
Deixa que elas te influênciem

O futuro não pertence aos cobardes, pertence aos valentes...
Não estabeleças limites

Tens que acreditar em alguma coisa: Deus, Destino, Vida, Carma,.. qualquer coisa.
Explora como se fosses um herói.
Estamos a viver numa época extraordinária...e muitas pessoas esquecem-se disso.
Ajuda a construir um futuro melhor... um dia para fazer algo maior do que nós mesmos.

Nunca pares de sonhar.

De onde viemos?
Será que estamos sozinhos no universo?
Qual será o futuro da humanidade?

Deixa-te maravilhar!
Quando se faz este exercício a inovação segue-nos, assim como o dia segue a noite

Destroi os problemas não resolvidos... podemos fazer isto porque já o fizemos anteriormente
Abraça o teu "criador de problemas" interior.
Continua faminto, continua louco.

Empurra a humanidade para a frente!

O FUTURO É NOSSO!


The Future is Ours
Ricardo Kucera Sulzbach

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

"CRIE SIMPLES. CRIE MEMORÁVEL. CRIE CONVIDATIVO AO OLHAR. CRIE DIVERTIDO"
(Leo Burnett)

A publicidade amplia a sua forma de comunicar com ataques surpresa, processos criativos pouco convencionais e de baixo custo com o objectivo de surpreender o público e gerar um conteúdo espontâneo. Conduzida para potenciar relações mais humanas proporciona interacção fomentando a aproximação dos produtos aos consumidores.

A publicidade está a adicionar um valor original aos produtos criando novas experiências e gerando interactividade e envolvência com os consumidores. Foi o que fez a Samsung no coração de Lisboa. A marca, para evidenciar a criatividade criou um mupi interactivo com um artista no seu interior que interage com os transeuntes ao desenhar a sua caricatura. Tudo isto para evidenciar as funcionalidades de um novo produto tecnológico.

Uma acção de rua para surpreender, entusiasmar e comunicar permitindo explorar a sua relação íntima com a criatividade.

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

DEPOIS DE 80 ANOS DE EDIÇÕES EM PAPEL, A NEWSWEEK TORNA-SE EXCLUSIVAMENTE DIGITAL

A News-Week (como se escrevia o título originalmente) foi lançada em 1933 por um ex-editor da secção Internacional da revista Time.

Em 2010, depois de acumular prejuízos durante dois anos, a Newsweek foi vendida pelo grupo que detém o "Washington Post" ao empresário Sidney Harman por um dólar em troca da assumpção das suas obrigações financeiras.

Agora, e com 80 anos de existência, a revista “Newsweek” vê-se obrigada a acabar com a edição impressa e passará a disponibilizar ao público única e exclusivamente  a versão digital que terá o nome de “Newsweek Global”.

Em comunicado à imprensa, Tina Brown, editora chefe da redacção, escreve: “Uma vez que o sector dos media está a ser arrasado pela crise mundial que se estende até ao mercado publicitário, a única solução encontrada é a redução dos custos e a passagem para a edição digital. Esta decisão é sobre a qualidade da revista e do próprio jornalismo – que está tão forte como sempre. É sobre desafiar a crise económica que afecta a publicação e distribuição de jornais e revistas.

Deixar a edição impressa é um momento extremamente difícil para todos nós que adoramos a imagem romântica do papel e a camaradagem única das frenéticas horas de fecho, todas as sextas-feiras à noite”.

“A Newsweek está em transição, não está a dizer adeus”, comentou Tina Brown. A editora chefe justificou a decisão baseada, também, em dados de um estudo do Pew Research que indica que 39% dos norte-americanos consome notícias a partir de meios online.

Tina Brown acredita ainda que a revista não perderá o selo de qualidade que muitos lhe reconhecem, mas a transição tem que ser feita devido “aos grandes desafios económicos das publicações de impressão e distribuição”, causadas sobretudo pela asfixia do mercado publicitário.

As plataformas digitais continuarão a sua tendência de crescimento nos próximos anos.

Sinais de uma crise que irá acelerar o processo de transição dos media tradicionais para o digital. Só espero que a ética do jornalismo tradicional não se perca nestas novas plataformas.


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A EXPANSÃO DA REALIDADE

“A tecnologia é tão ilimitada quanto a imaginação humana”
(Michael Dertouzos)

A informação flutua no espaço. Através do olhar navego e controlo os conteúdos numa profundidade de janelas que se abrem perante um universo de múltiplas funcionalidades. Desde criança que desenvolvemos o nosso imaginário e simulamos a realidade através da construção de imagens.

Os sistemas computacionais são, na verdade, ferramentas criativas que nos ajudam a explorar um novo mundo.

Surge uma nova realidade que amplifica os sentidos humanos em busca de informação, cultura, conhecimento e interacção.
Este é o produto de um processo algoritmo baseado em estímulos visuais controláveis através de interfaces profundamente intuitivas. A superfície observável e a profundidade das janelas que se abrem levam os usuários a estabelecer relações com pessoas e com objectos dificilmente perceptivos de forma imediata.

Que realidade é esta que deixa o mundo físico e muda-se para o virtual?

O crescente número de informações, de bases de dados, de serviços electrónicos que podemos aceder a partir de qualquer lado, a qualquer momento, reforçou a imaginação dos utilizadores mostrando-lhes um novo mundo de relações sociais.

Simples equipamentos permitem uma experiência de imersão e navegação sem esforço em torno da realidade aumentada. Os utilizadores conectam-se de uma forma inovadora entre o mundo físico e o digital.

Estas novas interacções são amplificadas através da ligação de todos os sentidos. Olhar, ouvir, sentir, despertam-nos transformando os objectos no espaço, não apenas visíveis, mas tangíveis. A comunicação continua a ser uma necessidade essencial do ser humano. Desenvolvem-se novas práticas e criam-se novas formas de sociabilidade. Surge uma nova forma de cultura e reconfigura-se o espaço social. As interacções Humano-Computador (HCI) reformulam os tradicionais processos de comunicação.

Cruzam-se dois universos. Será esta a nova realidade?

Mixed Reality by Nokia

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

ON LINE, ON TIME, FULL TIME

Muito além do papel de um jornal.

A alteração profunda que os media tradicionais atravessam é semelhante à agitação vivida durante o Renascimento, na altura em que imprensa alterou drasticamente o fluxo da comunicação. As alterações preconizadas conduziram a uma transição da difusão da comunicação e do conhecimento de forma crescente e evolutiva ao longo dos séculos.

A rápida propagação dos novos media vieram alterar as funções e os valores do jornalismo. Se os tempos se apresentam difíceis para os media tradicionais, procuram-se razões para ter esperança face ao futuro.

O jornalismo de papel procura distinguir-se, sobreviver, coabitar com os poderosos media interactivos. Procura a distinção através da oferta de conteúdos diferenciados ao nível da análise e da investigação da notícia. A imprensa escrita em papel, poderá continuar a existir, com um novo conceito, embora, talvez não como a conhecemos. Certamente o papel integrará características digitais e novas oportunidades surgirão.

O jornalismo de papel resiste, inova, associa-se e adopta uma nova atitude. A profissão é mais abrangente e os jornalistas são também editores multimedia. O trabalho tornou-se mais dinâmico e inovador e o paradigma do tempo e do espaço, termina. A notícia pode ser instantaneamente actualizada e difundida ininterruptamente na forma de textos, imagens, animações, áudio e video. A exploração de todos estes recursos amplificam as possibilidades do jornalismo em papel.

Não é necessário esperar pelo “fecho” do jornal, pela última página, para que se possa imprimir. Já não é necessário esperar que o jornal chegue às bancas, para saber as notícias do dia anterior. Eliminam-se os custos de produção e de distribuição. Assiste-se a uma nova forma de editar e difundir a notícia. A web torna-se o melhor acesso à informação actualizada. O jornalismo on-line não tem horas de fecho, as notícias e os conteúdos estão sempre em aberto podendo ser objecto de alterações e actualizações de forma constante. A partilha de opinião favorece a ligação entre emissor e receptor as barreiras quebram-se e as relações são biunívocas, o espaço físico da redacção do jornal deixa de ter sentido e passa a ocorrer em qualquer parte, as barreiras do tempo e do espaço estão definitivamente quebradas. O espaço limitado da página poderá ser complementado infinitamente com todo o tipo de informação multimedia. Imagens, videos, links, tornam-se cada vez mais úteis. O jornalismo está mais rico.

Os utilizadores da web criam as suas próprias expectativas em torno de ambos os suportes e quem consulta um jornal on-line, não espera ver a versão integral do jornal impresso, mas sim uma nova forma de apresentação de conteúdos. “O jornal não é uma evolução do impresso, mas sim uma nova forma de apresentar a informação” (Cavalcanti). O conteúdo e a linguagem dos meios digitais são distintos dos meios tradicionais.

A rapidez e eficácia propiciada pelos sistemas digitais e a consequente adopção de um novo estilo de vida, incrementa as necessidades de informação e as vias destinadas ao consumo. As novas tecnologias integram-se dentro deste espaço e destes conceitos de informação. Provavelmente as edições impressas serão um complemento às edições digitais ou vice-versa.

A comunicação transforma-se e as empresas adoptam formas inovadoras de transmitir a informação de acordo com os novos padrões de vida e de conhecimento. O jornalismo de papel adapta-se e explora oportunidades de exploração de conteúdos.

Hoje, um jornal é muito além do papel e tem que estar onde o leitor quiser, “on line, on time, full time”.

Veja a forma inovadora como o tradicional jornal “O Globo” transmite os novos conceitos do jornalismo actual e... do futuro.



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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

REALIDADE AUMENTADA

A representação virtual sobreposta a dispositivos e objectos do mundo real definem o conceito de Realidade Aumentada. Os mundos virtuais permitem os usuários interagir e navegar por um mundo físico e simulado. Esta exploração cria novas formas de interacção entre as pessoas e os conteúdos, o que torna esta tecnologia uma das mais entusiasmantes e exploradas na actualidade.

As potencialidades desta tecnologia são exploradas em várias áreas de actividade com predominancia na promoção de marcas, produtos e serviços.

No mais recente spot publicitário da BMW, o artista sul africano Robin Rhode, usa o Z4 roadster como se de um pincel de 306 cv se tratasse. Com o recurso à Realidade Aumentada, poderemos também, recriar esta experiência colorida e única.

Imprima o simbolo 3D, efectue o download da aplicação em:

http://www.bmw.co.uk/bmwuk/augmented_reality/homepage?bcsource=vanity

Ligue a sua webcam e ao volante do BMW Z4, use e expresse a sua veia artística.
Divirta-se!


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quarta-feira, 29 de julho de 2009

CANETA INTELIGENTE - conversão sui generis

“Quando o homem deixa de criar, deixa também de viver”.
(Lewis Mumford)

Uma caneta inteligente que grava e memoriza o que escreve permitindo a transferência da informação para o computador e a organização de todas as anotações efectuadas.

Fabricada pela Livescribe, Oakland, EUA, a caneta inteligente foi criada para digitalizar a escrita e todo o grafismo que os usuários inscrevem sobre o papel, permitindo criações multimedia a partir do tradicional suporte da escrita, o papel.

Segundo a revista Macworld, “Livescribe's Pulse Smartpen tem a capacidade de gravar som e sincronizá-lo com notas escritas. Ao clicar sobre uma parte de um texto, o som reproduz o momento exacto em que o escreveu.

Para tirar partido das funcionalidades de áudio e texto, deve usar o Smartpen com Livescribe dot paper; os pequenos pontos sobre o papel são utilizados pela caneta, como referência para o controlo áudio. O dot paper notepad, tem controlos impressos na parte inferior de cada página. Esses controlos, permitem aos usuários gravar, avançar, acelerar ou abrandar a gravação áudio. A Livescribe vende vários cadernos e revistas com dot paper, mas o usuário também pode imprimir as suas próprias páginas numa qualquer impressora a cores”.

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Não é minha pretensão, fazer a promoção de uma caneta com funções inovadoras, mais próxima das actuais formas da interacção humana com os instrumentos e objectos. Todavia, pretendo fazer uma análise conceptual da importância da conversão do instrumento tradicional em tecnológico.

O destino de novos produtos é por vezes incerto. No entanto, temos a certeza de que estamos em permanente movimento na tentativa de criar algo inovador. É esta a tendência que marca e deve marcar a nossa cultura, a aceleração da experiência através das novas tecnologias. Qualquer produto tradicional poderá transformar-se num produto tecnológico com potencialidades adequadas às necessidades actuais, atribuindo-lhe novos conceitos. Pensar os objectos e o seu uso, potencia as possibilidades e as capacidades para gerar novos conhecimentos e novos negócios. Inventar novos instrumentos, novas práticas, experimentar até ao limite as novas tecnologias é a forma de responder à complexidade do presente.

“Escrever é, em si mesmo, uma tecnologia que pretende registar e preservar a memória de uma experiência e um “estado de alma”, pois no próprio conceito de “téchnê”, como muito bem nos ensinaram os gregos , se inclui a “poiética” do Espírito”. (Luís B. Teixeira, “Prometeu e as Figurações Maquínicas da Escrita 1.0”, 2003). Será que estamos a tentar amplificar este conceito? Possibilitar novas opções em busca de uma melhoria de captação de informação, da escrita, de amplificação das nossas acções e habilidades de registo e preservação da memória.

Os instrumentos adquirem novos significados conceptuais com um campo de referências mais amplo e mais global através do modo como são usados. A informação tende para a convergência computacional. É isto que a tecnologia procura. Interagir com a informação, torná-la acessível e incluí-la rapidamente no grande suporte de informação e comunicação – a internet.

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Muitos instrumentos, entre os quais os de aprendizagem, devem estimular a interactividade e a criação de inteligências colectivas que têm por objectivo, segundo Levy, “o reconhecimento e o enriquecimento mútuo das pessoas”.

Os instrumentos e objectos configurados por recursos digitais são portadores de informações em diversos formatos, sons, texto, imagens, que pressupõem um novo tipo de instrução baseada no digital. Esta configuração valoriza a criação de componentes que podem ser reutilizados em múltiplos contextos ”que estimulam o raciocínio e o pensamento crítico associado a novas abordagens das tecnologias digitais e aos princípios epistemológicos da cibercultura”.

Impõem-se alargar a actividade tradicional de forma a torná-la mais abrangente, gerando uma nova vida e novos conceitos aos instrumentos e objectos do nosso quotidiano. Ter a capacidade de desenvolver novos elementos, acrescentar novas especificidades para responder às diferentes formas do relacionamento humano com os objectos e permitindo a conversão de muitas áreas tradicionais deverá ser a motivação para o desenvolvimento da nossa criatividade.

Fica o registo da Livescribe que, para todos os efeitos, inovou e gerou uma nova vida a um instrumento comum e tradicional que, apesar de tudo, sempre cumpriu a sua função.

Verba volant, scripta manent
(As palavras voam as escritas ficam)

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Mais informações acerca da caneta em http://www.livescribe.com