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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

"CRIE SIMPLES. CRIE MEMORÁVEL. CRIE CONVIDATIVO AO OLHAR. CRIE DIVERTIDO"
(Leo Burnett)

A publicidade amplia a sua forma de comunicar com ataques surpresa, processos criativos pouco convencionais e de baixo custo com o objectivo de surpreender o público e gerar um conteúdo espontâneo. Conduzida para potenciar relações mais humanas proporciona interacção fomentando a aproximação dos produtos aos consumidores.

A publicidade está a adicionar um valor original aos produtos criando novas experiências e gerando interactividade e envolvência com os consumidores. Foi o que fez a Samsung no coração de Lisboa. A marca, para evidenciar a criatividade criou um mupi interactivo com um artista no seu interior que interage com os transeuntes ao desenhar a sua caricatura. Tudo isto para evidenciar as funcionalidades de um novo produto tecnológico.

Uma acção de rua para surpreender, entusiasmar e comunicar permitindo explorar a sua relação íntima com a criatividade.


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A EXPANSÃO DA REALIDADE

“A tecnologia é tão ilimitada quanto a imaginação humana”
(Michael Dertouzos)

A informação flutua no espaço. Através do olhar navego e controlo os conteúdos numa profundidade de janelas que se abrem perante um universo de múltiplas funcionalidades. Desde criança que desenvolvemos o nosso imaginário e simulamos a realidade através da construção de imagens.

Os sistemas computacionais são, na verdade, ferramentas criativas que nos ajudam a explorar um novo mundo.

Surge uma nova realidade que amplifica os sentidos humanos em busca de informação, cultura, conhecimento e interacção.
Este é o produto de um processo algoritmo baseado em estímulos visuais controláveis através de interfaces profundamente intuitivas. A superfície observável e a profundidade das janelas que se abrem levam os usuários a estabelecer relações com pessoas e com objectos dificilmente perceptivos de forma imediata.

Que realidade é esta que deixa o mundo físico e muda-se para o virtual?

O crescente número de informações, de bases de dados, de serviços electrónicos que podemos aceder a partir de qualquer lado, a qualquer momento, reforçou a imaginação dos utilizadores mostrando-lhes um novo mundo de relações sociais.

Simples equipamentos permitem uma experiência de imersão e navegação sem esforço em torno da realidade aumentada. Os utilizadores conectam-se de uma forma inovadora entre o mundo físico e o digital.

Estas novas interacções são amplificadas através da ligação de todos os sentidos. Olhar, ouvir, sentir, despertam-nos transformando os objectos no espaço, não apenas visíveis, mas tangíveis. A comunicação continua a ser uma necessidade essencial do ser humano. Desenvolvem-se novas práticas e criam-se novas formas de sociabilidade. Surge uma nova forma de cultura e reconfigura-se o espaço social. As interacções Humano-Computador (HCI) reformulam os tradicionais processos de comunicação.

Cruzam-se dois universos. Será esta a nova realidade?

Mixed Reality by Nokia

quarta-feira, 29 de julho de 2009

CANETA INTELIGENTE - conversão sui generis

“Quando o homem deixa de criar, deixa também de viver”.
(Lewis Mumford)

Uma caneta inteligente que grava e memoriza o que escreve permitindo a transferência da informação para o computador e a organização de todas as anotações efectuadas.

Fabricada pela Livescribe, Oakland, EUA, a caneta inteligente foi criada para digitalizar a escrita e todo o grafismo que os usuários inscrevem sobre o papel, permitindo criações multimedia a partir do tradicional suporte da escrita, o papel.

Segundo a revista Macworld, “Livescribe's Pulse Smartpen tem a capacidade de gravar som e sincronizá-lo com notas escritas. Ao clicar sobre uma parte de um texto, o som reproduz o momento exacto em que o escreveu.

Para tirar partido das funcionalidades de áudio e texto, deve usar o Smartpen com Livescribe dot paper; os pequenos pontos sobre o papel são utilizados pela caneta, como referência para o controlo áudio. O dot paper notepad, tem controlos impressos na parte inferior de cada página. Esses controlos, permitem aos usuários gravar, avançar, acelerar ou abrandar a gravação áudio. A Livescribe vende vários cadernos e revistas com dot paper, mas o usuário também pode imprimir as suas próprias páginas numa qualquer impressora a cores”.



Não é minha pretensão, fazer a promoção de uma caneta com funções inovadoras, mais próxima das actuais formas da interacção humana com os instrumentos e objectos. Todavia, pretendo fazer uma análise conceptual da importância da conversão do instrumento tradicional em tecnológico.

O destino de novos produtos é por vezes incerto. No entanto, temos a certeza de que estamos em permanente movimento na tentativa de criar algo inovador. É esta a tendência que marca e deve marcar a nossa cultura, a aceleração da experiência através das novas tecnologias. Qualquer produto tradicional poderá transformar-se num produto tecnológico com potencialidades adequadas às necessidades actuais, atribuindo-lhe novos conceitos. Pensar os objectos e o seu uso, potencia as possibilidades e as capacidades para gerar novos conhecimentos e novos negócios. Inventar novos instrumentos, novas práticas, experimentar até ao limite as novas tecnologias é a forma de responder à complexidade do presente.

“Escrever é, em si mesmo, uma tecnologia que pretende registar e preservar a memória de uma experiência e um “estado de alma”, pois no próprio conceito de “téchnê”, como muito bem nos ensinaram os gregos , se inclui a “poiética” do Espírito”. (Luís B. Teixeira, “Prometeu e as Figurações Maquínicas da Escrita 1.0”, 2003). Será que estamos a tentar amplificar este conceito? Possibilitar novas opções em busca de uma melhoria de captação de informação, da escrita, de amplificação das nossas acções e habilidades de registo e preservação da memória.

Os instrumentos adquirem novos significados conceptuais com um campo de referências mais amplo e mais global através do modo como são usados. A informação tende para a convergência computacional. É isto que a tecnologia procura. Interagir com a informação, torná-la acessível e incluí-la rapidamente no grande suporte de informação e comunicação – a internet.



Muitos instrumentos, entre os quais os de aprendizagem, devem estimular a interactividade e a criação de inteligências colectivas que têm por objectivo, segundo Levy, “o reconhecimento e o enriquecimento mútuo das pessoas”.

Os instrumentos e objectos configurados por recursos digitais são portadores de informações em diversos formatos, sons, texto, imagens, que pressupõem um novo tipo de instrução baseada no digital. Esta configuração valoriza a criação de componentes que podem ser reutilizados em múltiplos contextos ”que estimulam o raciocínio e o pensamento crítico associado a novas abordagens das tecnologias digitais e aos princípios epistemológicos da cibercultura”.

Impõem-se alargar a actividade tradicional de forma a torná-la mais abrangente, gerando uma nova vida e novos conceitos aos instrumentos e objectos do nosso quotidiano. Ter a capacidade de desenvolver novos elementos, acrescentar novas especificidades para responder às diferentes formas do relacionamento humano com os objectos e permitindo a conversão de muitas áreas tradicionais deverá ser a motivação para o desenvolvimento da nossa criatividade.

Fica o registo da Livescribe que, para todos os efeitos, inovou e gerou uma nova vida a um instrumento comum e tradicional que, apesar de tudo, sempre cumpriu a sua função.

Verba volant, scripta manent
(As palavras voam as escritas ficam)



Mais informações acerca da caneta em http://www.livescribe.com